Moça dos olhos fúnebres
"Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim.” (Clarice Lispector)

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4/06/2012 @ 20:11
com 0 notas

CORRE
CORRO MUITO MESMO BRUNO



4/06/2012 @ 20:09
com 1 nota
FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU FUDEU
4/06/2012 @ 19:56
com 36 notas

Eu sei onde você quer chegar. Olha, vou ser honesta contigo, algo me diz que você merece. Eu não sou interessante. Você entende? Sei como é, só porque eu sou bonitinha, eloquente e meio exótica, com seus olhos você enxerga uma garota inteligente, divertida, culta, impressionante, talvez boa de cama. Eu não sou nenhuma dessas coisas. Eu não tenho graça nenhuma. — Gabito Nunes

4/06/2012 @ 19:53
com 8 242 notas

Você não acredita como eu me importei com você, como eu reparava nos teus cacoetes, ouvia tua voz e pelo tom eu percebia como andava o teu humor, como eu sabia bem dos teus horários, teus macetes, eu poderia ter escrito teu diário, tanto eu te conhecia. — Martha Medeiros

4/06/2012 @ 19:42 com 25 notas

4/06/2012 @ 19:40
com 121 notas

Eu tenho pensado muito nas meninas. Em todas, em especial nas que levaram uns tombos depois de breves beijos na calçada e resolvem brincar de crescer e agora não sabem como parar com isso. Tenho pensado nas suas habilidades em tecer expectativas por amores fabulosos, amores de Chico, romances de García Márquez, histórias de Roger Mitchell, com Julia Roberts e Hugh Grant. Ao criar tantas expectativas, viver a realidade não é decepção. É mero retrabalho. (…) Tenho pensado nos três pontos finais que os moços colocam e elas teimam em ver ali reticências, uma réstia de esperança de que o episódio não signifique o óbvio, um tijolo a menos nas suas construções afetivas. Ontem eu vi uma menina de cinco ou seis tendo um de seus primeiros desejos latentes negados: um sorvete num parquinho meio vazio, aspirando brisa, com os cabelos finos desgrenhados pelo vento frio. Meninas são isso: fadas chorosas por sorvete fora de época, e não consigo lembrar, mais ou menos, o dia em que nós rapazes perdemos a conta disso e passamos a negar todos os sabores. Com tantos direitos conquistados, foram perder justo o de ser feliz. Ir, rir e vir, sem precisar filtrar seus graus ou preocupar-se com o que o pai ou a cidade inteira vai pensar. Bárbaras e ninguém vê. Perfumadas e ninguém cheira. Ensaiadas e ninguém assiste. Indumentadas e ninguém elogia. Cheias de mistério e ninguém desvenda. Repletas de segredos e ninguém quer saber. Entupidas de palavras e ninguém pra ouvir. Com mais de 10 mil terminações nervosas em cada área intocada e ninguém pra pousar a mão quieta por mais de cinco minutos. Cheias de cena e ninguém a aplaudir. Cheias de blogs floridos que ninguém lê. Com dois ou três números de telefone aguardando ninguém ligar. Cheias de curva e todo mundo passando reto. Se valorizando, se insinuando, se poupando para no fim se dar de graça, pois o “mercado” (péssima analogia) está em baixa e o que vier, mesmo sem nunca ter botado os olhos num Neruda ou num Almodóvar ou num Michael Buble, vem bem, é lucro. Eternamente se doando sem receber a cesta básica em troca: carinhos, fungadas, afagos, ombros, ouvidos, palavras, proteção, segurança, pão com ovo, telefonemas, cócegas, bilhetes, rosas de alguma cor ou beijos de lábios que caminham calorosa e cuidadosamente, transitando por pescoços, braços e orelhas. Não pulgas e sim beijos atrás das orelhas, ali onde nenhuma menina tem o mesmo perfume da outra, o que desmente a tese de serem todas iguais. Elas só querem as mesmas coisas, talvez não agora, nesse momento, lugar ou fase da vida, e provavelmente não hoje, nessa festa ou reunião de amigos, na frente de vocês, em parquinhos vazios. Porque o amor está fora de moda. — Gabito Nunes

4/06/2012 @ 19:12 com 125 notas
Um momento de atenção e por favor ajudem e reblog.
Essa é uma foto de um rapaz de cerca de 25 anos que traz o nome “Joana” tatuado no braço direito. O objetivo é tentar descobrir quem é o rapaz, que está internado desde sábado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, sem identificação. Ele foi resgatado pelos bombeiros numa trilha do Parque Lage, desacordado. 
Por favor, vamos reblog pra que assim de alguma forma, a gente possa ajudar encontrar alguma familiar ou alguém que o conheça…

Um momento de atenção e por favor ajudem e reblog.

Essa é uma foto de um rapaz de cerca de 25 anos que traz o nome “Joana” tatuado no braço direito. O objetivo é tentar descobrir quem é o rapaz, que está internado desde sábado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, sem identificação. Ele foi resgatado pelos bombeiros numa trilha do Parque Lage, desacordado.

Por favor, vamos reblog pra que assim de alguma forma, a gente possa ajudar encontrar alguma familiar ou alguém que o conheça…

4/06/2012 @ 18:49
com 48 notas

E os olhos castanhos olhando o fundo do meu coração, tão fundo que ele conseguia ler o quanto eu o amava, e o quanto ainda amo. — O Diário de Anne Frank

3/06/2012 @ 22:57
com 13 709 notas

E dos perfumes mais raros, eu escolheria teu cheiro… — Estefânio N

3/06/2012 @ 18:00 com 419 notas

3/06/2012 @ 13:49
com 6 notas

Me entorpeci de saudade pra ainda ter no que pensar. Ah dindi, se tu soubesses como a saudade é doída e te faz tão transparente, tão com o seu fundo mais soterrado amostra, seu âmago tão devastado, que quando a luz da lua me dá uma pontinha de paz, enquanto o vento tenta afagar meu rosto, meus cabelos e por mais fundo, a alma, me traz uma sensação de paz enquanto o mundo louco e desconexo roda lá fora. E carrego com tanta constância essa sensação de falta de algo, de alguém, de falta de liberdade que dá vontade de chorar…
Ah dindi, a vida é tão pequena pra esse mundo tão grande e cheio de esquinas, que só se se tem valor, só se faz valer a pena, quando em alguma dessas voltas, algumas dessas muitas esquinas, se encontra alguém pra amar, pra acompanhar e pra sentir cada parte do corpo - e da alma - se doer de saudade quando a presença se esvai e a ausência se faz perpetuar.
Ah dindi, a vida é tão pequena, o mundo tão grande, a saudade tão dilacerante que vive enchendo a gente de rompantes e romances. — Todo mundo enche o lugar mais soterrado do peito de saudade num final de noite, Lolla Martins

3/06/2012 @ 12:32 com 417 notas

31/05/2012 @ 21:09
com 4 147 notas

Adoro sua voz. E da sua mão quente e do seu beijo calminho e intenso. Eu não gosto nunca de nada e gostei tanto de você. — Tati Bernardi

31/05/2012 @ 20:58 com 32 notas

31/05/2012 @ 20:54
com 10 notas

Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na Praça pôr-do-so, e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais. Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro. E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela. E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou. Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo. E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira. Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um cd inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.
Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final. — Tati Bernardi

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