“Me entorpeci de saudade pra ainda ter no que pensar. Ah dindi, se tu soubesses como a saudade é doída e te faz tão transparente, tão com o seu fundo mais soterrado amostra, seu âmago tão devastado, que quando a luz da lua me dá uma pontinha de paz, enquanto o vento tenta afagar meu rosto, meus cabelos e por mais fundo, a alma, me traz uma sensação de paz enquanto o mundo louco e desconexo roda lá fora. E carrego com tanta constância essa sensação de falta de algo, de alguém, de falta de liberdade que dá vontade de chorar…
Ah dindi, a vida é tão pequena pra esse mundo tão grande e cheio de esquinas, que só se se tem valor, só se faz valer a pena, quando em alguma dessas voltas, algumas dessas muitas esquinas, se encontra alguém pra amar, pra acompanhar e pra sentir cada parte do corpo - e da alma - se doer de saudade quando a presença se esvai e a ausência se faz perpetuar.
Ah dindi, a vida é tão pequena, o mundo tão grande, a saudade tão dilacerante que vive enchendo a gente de rompantes e romances. —
Todo mundo enche o lugar mais soterrado do peito de saudade num final de noite, Lolla Martins
“Vivemos a intensidade da eternidade dentro de segundos impulsivos, minutos indecisos, horas descabidas, meses atrasados… Anos descompassados. Talvez tenhamos nos perdidos nos ponteiros do relógio ou nas folhas de calendário espalhadas pelo chão da sala. Talvez tenha sido equivocado os pesos carregados nas nossas costas, mas cá entre nós, sempre gostamos de carregar tudo além do limite, nos embriagar de incertezas e carregar a insensatez dentro do bolso para nunca sermos julgados normais. Nos afundamos em lirismos desajustados, em poesias de porta de boteco e esquecemos de olhar em volta e absorver a veracidade do mundo para não cairmos dentro do nosso próprio poço escuro. Caímos meu amor, dentro de um poço escuro, aonde só se volta a borda, quando se chega bem lá no fundo e se pega impulso o suficiente para se agarrar as beiradas. É apertado, escorregadio e úmido lá no fundo e nós nunca fomos livres fora da nossa eternidade de amor. —
Lolla Martins
“Por que nunca ensinaram nas tirinhas dos livros de Português que é tão bom dar amor e receber amor em retribuição? —
Lolla Martins
“Espero que a eternidade caiba dentro de um sorriso, de um cheiro, de um beijo, de um colo, num fim de tarde, em sorriso de criança, em meia hora de sorrisos com jeito de amor que enche o peito. Nunca dentro de ponteiros do relógio, de folhas de calendário… —
Lolla Martins
“Do modo mais ponderado e afável que eu possa ter, te quero imensamente bem nesse instante. Carregando um estranho nó no peito, te desejo a pureza de um fim de tarde, me desprendendo dos porquês do mundo e dos poréns da vida pra trazer uma aparente paz diante das reviravoltas do mundo e da minha própria mente.
Eu precisava ser salva ou precisava me salvar. Precisava me achar e descarregar o peso que carregava nas costas, mas o mundo é duro e cruel pra quem carrega poesia dentro do peito sem conseguir colocar pra fora toda essa sensibilidade, esse pesar. Mas não existe algo mais revigorante e atinador do que ter um par de pés pra se guiar, um cheiro de amor de fim de tarde pra se alegrar, de um par de mãos e um novo grafite pra começar uma nova vida, pra escrever uma nova história, um sorriso com jeito de amor que enche o peito de leveza e nobreza de alma, um par de ombros pra se suster, um coração e um envolver de braços pra se aquecer.
O mundo está louco lá fora, mesmo com tanta criança sorrindo por aí, com tanta gente a ir e vir, com tanta necessidade de sentir mas com pouco tempo pro mesmo. O mundo anda louco e eu não quero me perder do brilho dos seus olhos, quero sentir amor transbordar enquanto a gente se olha e morre de rir de coisa mais banal do momento. Estou disposta a desviar das pedras no caminho e vencer maratonas pulando todos os obstáculos e o mais incrível, sentir tudo isso sem arrancar a minha cabeça fora. Vem comigo? Segura na minha mão e não solte não! —
Lolla Martins

“É tão estranho, os bons morrem jovens e assim parece ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais…”
Caso estivesse vivo, Renato Russo completaria 52 anos. Um ícone da música brasileira e do rock de Brasília. Como eu já li por aí, antes de qualquer “música” chiclete por aí, eu aprendi com você, com Bonfá, Villa Lobos, Cazuza, Herbert, Chico e tantos outros ícones da música brasileira o que é música de verdade. Você deixou tanta coisa por aí, tanta lição de vida pra essa gente que não se respeita e deixou muita gente aí com saudade daquilo que ainda não viu. Nasceu, cresceu, passou, sofreu, encantou, cantou e antes de morrer, deixou todo um trabalho por aí. Liderou gerações, encantou milhares de pessoas em diversas épocas. Você morreu mas ainda tem um pedacinho de Renato em cada coração que você tocou, em cada geração que você inspirou. Te cuida e vê se manda um olhar piedoso de onde você esteja pra essa gente que não se respeita.
E como cantou Vinicius de Moraes: E por falar em saudade, onde anda você?
Renato Manfredini Júnior (27 de março de 1960 – 11 de outubro de 1996)
Lolla Martins
“Eu sempre fiz toda aquela propaganda de “sou feliz sem necessidade de ter alguém.” E ainda faço até hoje, porque nasci completa mas ainda sim, me vi na necessidade de me transbordar em ti, mas nada se compara a ter alguém disposto a encarar as confusões do mundo do seu lado, que te faça querer alguém por perto, querer ter alguém pra se sentir certo. Não se compara ao cheiro de menino pré disposto a ser homem que só você tem e que eu gravei e que sempre me puxa pro teu lado, pro teu abraço e me mostra que não existe lugar melhor e mais seguro no mundo pra ficar… Por Deus, que pessoa normal decora cheiros? Gravei suas manias, seu jeito de andar, de agir, de sentir. De ser, de aprender, de sorrir. Por Deus! Eu preciso cuidar de você. Preciso saber das coisas mínimas do teu dia e ver seu sorriso de satisfação quando as coisas finalmente entram nos trilhos. A sua empolgação em falar do seu jogo de futebol ou do jogo do seu time preferido, discutir, gritar, xingar mas no final saber que amor maior não há. Segurar nas tuas mãos e ter absoluta certeza de que valeu a pena voltar, que valeu a pena lutar, e voltaria outras mil vezes se fosse preciso. Por que sei que independente do sentimento que paira desse meu peito atordoado, meu lugar é aí. Olhei pros teus olhos e vi, meu lugar é aí. É meio tolo pedir, mas por Deus, não some daqui, não some da minha vida. Não corre, não foge. Não deixa minhas incertezas e as minhas tentativas inábeis de parecer um bloco de pedra quebrar todo vínculo bonito que a gente tem. Não deixa minhas confusões quebrem o encanto que você vê em mim. Sou pequena demais pra te oferecer algo grande, mas o que tiver de oferecer, é seu, é pra ti. Eu sei e não acredito em “pra sempre” e em toda essa coisa dita no calor da hora, mas faço questão de que dure até deixar de ser amor. To aqui pra te guiar, pra te mostrar que a vida pode até ser boa quando a gente amadurece um bucado. Pra te fazer companhia, te trazer alegria não é? Pra te segurar quando os problemas insistirem em tentar te derrubar, pra tá junto. Porque quando me curvo no seu abraço, não existe melhor lugar no mundo pra está, é como ter paz por uma fração de segundo e querer que o relógio pare de rodar só pra gente não precisar se afastar. Não existe cheiro melhor no mundo do que o seu e quando me canso das asperezas do mundo, é só lembrar de algum lugar em que você esteja pensando em mim e enfim, sorrir. To com medo do que o futuro pode trazer, com medo de me perder sem você aqui, de perder você por aí, me sorri um pouco pra anular as durezas do mundo? —
Lolla Martins
“Acho que eu li em algum lugar que talvez não seja mais amor, são só antigas e boas lembranças que a gente não consegue jogar fora. É a vontade de sentir o cheiro do outro de novo, vontade de saber dos podres do outro, das mentiras, das aventuras, dos outros amores. É olhar pro outro lado da sala e ver que os gestos são os mesmos, no mesmo instante, um olhar perdido em direção a parede, a mão no queixo, o modo de tentar espantar do sono. E nem é mais amor, nunca foi. É só o medo de perder alguém que eu sabia que se encaixava perfeitamente nas minhas manias, mesmo com tudo diferente. —
Lolla Martins
“_ E quando houver somente a exatidão da escuridão e só houver as tuas mãos para me prender?
_ O infinito nos alcançou e nos abraçou. —
Lolla Martins, Pequeno diálogo de bom dia
“Quantos sonhos o mundo já te roubou meu bem? Quantos sonhos foram roubados do mendigo que poderia ser doutor mas agora se satisfaz em conseguir acender o cigarro na primeira tentativa no canto da calçada da vida? Quantos sonhos foram reprimidos do doutor que agora se contorce no canto da casa pra não se perder na dor?
Bah! Esses becos desconexos que abrigam vidas sem nexo fazem com que eu tema - e ao mesmo tempo ame - esse caos. Todos à procura de um lugar ao sol ou de uma brecha na sombra. —
Lolla Martins, Pensamento de final de feriado
“E dentro desse coração tresloucado, ainda bate um sentimento involuntário e desvairado. Carregando desde sempre o peso do mundo dentro do peito de menina pequena. Chorei baixinho, no meio da tarde chuvosa, pra cê ver que dentro do seu abraço é o lugar que devo ficar. Mesmo que eu seja só mais uma personagem efêmera no teatro da tua vida. Mesmo que os “te amo” de hoje em dia, sejam o adeus em outras vidas. Mesmo que me torne uma louca varrida nas esquinas da tua vida, é dentro do colo teu que meu coração vinga. —
Lolla Martins
“Tem alguma coisa na sua essência que sempre me puxa pro teu lado mesmo quando insisto em não ir. Alguma coisa no seu cheiro de menino disposto a ser homem que intriga meus sentidos. Alguma coisa no seu sorriso que de algum modo, tem um jeito único de me travar e me perpetuar a observá-lo. Alguma coisa no seu sofrimento que sempre me leva pra você. Por Deus! Eu preciso cuidar de você. É uma das missões que eu devo cumprir em vida, tenho plena convicção nisso. É meio tolo pedir, mas por Deus, não some daqui, não some da minha vida. Não corre, não foge. Não deixa minhas incertezas e as minhas tentativas inábeis de parecer um bloco de pedra quebrar todo vínculo bonito que a gente tem. Não deixe que minhas confusões quebrem o encanto que você vê em mim. Sou pequena demais pra te oferecer algo grande, mas sei que debaixo das minhas asas cansadas, é o lugar aonde você deve ficar. —
Lolla Martins
“E ninguém nunca vai entender a tristeza que eu carrego dentro do peito. Nunca! Nunca vão entender todas as negações para as tentativas de aproximação que batem à minha porta. Eu nunca consegui ver como os outros, nunca consegui andar na avenida sem sentir minha cabeça pesar por cada história de vida me rodeia. Sempre me persegui, sempre me aprisionei dentro de mim mesma. Sentir acima da média, ser o último a comemorar a festa, sempre assim. —
Lolla Martins